No começo sente apenas que é uma cabeça.
Quando lhe dizem ‘cresça’, passa
a dar notícia da garganta
(quiçá das omoplatas),
canta, articula palavras.
Desce a brinquedos complexos,
a posse do peito, a presença do sexo.
Lentamente as longas coxas.
Dois joelhos no meio das pernas,
da vida. Declive, canelas. E os pés
percutindo no chão até
a transformação em raiz.
Do livro Pequeno arsenal, de Jorge Emil, editora Bom Texto, RJ, 2004
terça-feira, 1 de julho de 2008
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